Mineradoras danificam fósseis dos animais mais antigos do mundo


Um sítio arqueológico na região de Guizhou, no sul da China, está sendo destruído pela exploração de fosfato. O lugar ficou famoso nos anos 1990 por ser rico em minerais que ajudam a preservar estruturas nucleares — já foram encontrados esponjas, embriões e fósseis de outros animais de até 600 milhões de anos.

As descobertas em Guizhou desafiam as origens da evolução dos animais: acreditava-se que as linhagens mais importantes datavam da “explosão cambriana”, há 540 milhões de anos. O problema é que apenas 5% dos fósseis do local foram recuperados, dificultando o trabalho dos pesquisadores. “Talvez nunca encontremos um sítio comparável e podemos perder a chance de entender verdadeiramente os primórdios da evolução animal”, afirma Dave Bottjer, paleobiólogo da Universidade do Sul da Califórnia, em entrevista ao periódico científico Nature.

Para impedir a destruição, pesquisadores mantêm contato com as autoridades locais. Falhas de comunicação e a constante rotatividade de funcionários do governo local, no entanto, impedem que os apelos sejam atendidos. Uma das propostas feitas às mineradoras é que os cientistas possam coletar amostras nos locais de exploração do fosfato, o que permitiria a continuidade dos estudos para os próximos anos.

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