Programas estratégicos com o Exército Brasileiro ajudam na economia


Mais de 25 mil empregos diretos e indiretos são gerados pelas mais de 170 empresas, em maior parte brasileiras, envolvidas em apenas quatro dos 18 programas estratégicos do Exército Brasileiro: SISFRON, Astros 2020, Guarani e Defesa Antiaérea. Os dados ajudam a ilustrar o atual impacto e o potencial que os programas, desenvolvidos a partir de demandas das Forças Armadas, têm na indústria de defesa nacional e na economia brasileira. As principais empresas do setor e instituições, como o Exército Brasileiro, estão presentes, até o dia 7 de abril, na 11ª edição da LAAD, a Feira Internacional de Defesa e Segurança.

Segundo o Chefe do Escritório de Projetos do Exército (EPEx), General de Divisão Guido Amin Naves, os investimentos feitos nos programas estratégicos também geram uma relação produtiva que favorece a ciência e a inovação, envolvendo Exército, Academia e Indústria. “Isso gera uma série de externalizações importantes para toda a economia, além de tecnologias de emprego dual. Já temos muitos exemplos disso no mundo”, reforça.

Diversos produtos e serviços que hoje fazem parte do cotidiano foram desenvolvidos a partir de tecnologias que surgiram nas Forças Armadas, como o forno de micro-ondas, a Internet, o GPS e a fotografia digital. “Defesa e segurança não são só armas, não são só munições. É um segmento que envolve praticamente todas as cadeias da economia, que abrange alimentos, material de intendência, vestimenta, veículos, pneus, sistemas e cibernética”, descreve o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), Carlos Frederico Queiroz de Aguiar.

Ele explica que as empresas nacionais do segmento estão otimistas com as mudanças anunciadas esta semana pelo Governo Federal, que devem diferenciar o segmento e facilitar créditos em instituições bancárias e instrumentos de garantia à exportação. “Isso passa a ser uma prioridade quando se entende que defesa e segurança são setores alavancadores que não só aumentam o PIB (Produto Interno Bruto), mas também trazem empregos qualificados, que são bem remunerados e trazem tecnologia para toda uma cadeia”, ressalta.

Atualmente, a indústria nacional de defesa e segurança representa 3,7% do PIB. “O Brasil tem plenas condições de ser autóctone em determinadas tecnologias, ou seja, assumir do começo ao fim a produção desses itens ou participar, integrando a cadeia produtiva, quando esse bem vier de fora”, garante Aguiar. Cabe ressalta que os acordos comerciais entre empresas do setor com outros países são tutelados pelo Ministério da Defesa.

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