Novo Colosso de Rodes quer ser o marco megalomaníaco da Grécia pós-crise


Em 226 a.C. um terremoto destruiu o Colosso de Rodes, uma estátua de 30 metros que ficava no porto da cidade homônima, encarando o oceano que banha a costa norte da ilha grega de Dodecaneso. Há males que vem para o bem. A crise econômica da Grécia deixou metade da população jovem do país desempregada mas foi a brecha que um grupo de arquitetos, engenheiros e arquólogos encontrou para propor a reconstrução do Colosso – só que dessa vez muito maior, mais poderoso, mais brilhante e com muito mais dinheiro envolvido.

A ideia é que a nova versão do Colosso tenha cerca de 120 metros de altura e seja erguida no mesmo local da original. Dentro dela, além de uma estrutura antiterremoto (prevenir é melhor do que remediar), haveria uma livraria e um imenso museu com relíquias da História grega, uma das mais ricas e influentes do planeta. No topo da cabeça do gigante, um farol em forma de coroa.

O Colosso de Rodes é uma representação de Hélio, deus grego do sol, então é claro que sua face externa será toda coberta por painéis solares dourados, fazendo com que a construção seja autossuficiente em relação à energia. O custo total deve ser próximo deUS$ 286 milhões.

A inspiração para a ideia foi justamente a crise grega; uma das preocupações é fomentar o turismo local e a criação de empregos. No site oficial do projeto está escrito: “enquanto o desemprego sobe e destrói sonhos e ambições de toda uma geração, eles tentaram trabalhar em conjunto para um propósito em comum”. De acordo com os idealizadores, o custo da obra “não recairá sobre os habitantes” da cidade. A ideia é que instituições gregas e internacionais possam financiar a obra – outra possibilidade é o bom e velho financiamento coletivo: as pessoas que contribuírem terão seus nomes cravados nas colunas do Colosso.

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