Fraude da Volkswagen é maior do que se pensava


Na última segunda-feira (2), a EPA (United States Environmental Protection Agency) publicou uma segunda nota de violação do CAA (Clean Air Act) direcionada à Volkswagen, já que outras marcas do grupo também estão envolvidas no escândalo das fraudes divulgado em setembro.

O CAA foi estabelecido pelo Congresso americano ainda na década de 70 como forma de “proteger a saúde pública e o bem-estar dos diferentes tipos de poluição do ar”. Recentemente a Volkswagen assumiu que forjou resultados de testes de emissões de poluentes – essa foi a primeira nota de violação. A segunda inclui carros da Porsche e da Audi (ambas pertencentes ao grupo Volkswagen) que também possuem um software ilegal instalado para enganar as autoridades ambientais.

Os veículos investigados são os modelos de 2014 a 2016, a diesel e com motor 3.0. Na primeira fase do escândalo, apenas carros de médio porte foram citados, mas agora são os modelos de luxo que estão na mira da justiça – carros desejados, como Audi A8, Porsche Cayenne e Volksvagen Touareg, por exemplo.

A notificação trata especificamente de 10 mil veículos que já foram vendidos nos EUA desde 2014, além de uma quantidade ainda não especificada de modelos 2016. De acordo com Cynthia Giles, da EPA, “a Volkswagen falhou mais uma vez em sua obrigação de cumprir com a lei que protege a o ar limpo de todos os americanos. Todas as empresas devem jogar com as mesmas regras”.

Ao contrário do que aconteceu em setembro, dessa vez a Volkswagen negou as acusações,mesma estratégia adotada pela Porsche, que afirmou em nota oficial estar “surpresa” com a notificação.

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