Toca-discos novos: dicas para não errar na hora da compra


O número de pessoas que ouvem música em discos de vinil está aumentando significativamente de uns anos pra cá. Seja pela sensação de prazer em colocar o álbum na vitrola e apreciar o som da agulha passando pelas ranhuras do disco, seja pela vontade de adquirir um produto exclusivo, a procura pelos “bolachões” está crescendo.

Um relatório recente divulgado pela RIAA, organização que representa as gravadoras nos Estados Unidos, apontou que a receita com a venda de discos de vinil no primeiro semestre de 2015 superou aquela gerada por serviços de streaming nas suas versões gratuitas. Enquanto YouTube, Spotify e VEVO, juntos, somaram US$ 163 milhões em receitas de publicidade, a venda de discos de vinil rendeu US$ 222 milhões.

Com a demanda pelas “bolachas” aumentando, cresce também a procura por toca-discos. Muitos modelos novos, entretanto, apresentam baixa qualidade e acabam frustrando as expectativas dos consumidores. Alguns aparelhos podem, inclusive, riscar e danificar os vinis.

Para ajudar as pessoas que estão pensando em ingressar nesse novo universo, vou apresentar alguns pontos-chave que devem ser observados na hora de comprar um toca-discos, bem como os principais problemas dos aparelhos novos. Confira as dicas e fique de olho:

Rotação
“O motor desses aparelhos não tem potência e não suporta o peso dos discos de 180 gramas produzidos atualmente. Então a rotação desacelera e o som sai ‘esticado’. Isso quando o disco simplesmente não pula e risca.”

Amplificação
“Esses modelos são atraentes porque possuem caixas de som embutidas, então não há necessidade de providenciar uma amplificação externa. Porém, o volume é baixo, parece o som saído de caixinhas de computador. É uma praticidade que não compensa.”

Agulha
“Colecionadores usam agulhas com peso entre 1 e 2 gramas, que é o peso que a agulha vai exercer sobre o vinil. Nos modelos novos, as agulhas fazem uma pressão entre 4 e 6 gramas, é excessivo. Com o tempo, consome as camadas de som do disco. A primeira, mais fina, é a dos agudos. E tem que fazer manutenção, a vida útil da agulha é em média 800 horas.”

Braço
“O ideal é que seja feito em alumínio. Os de plástico são muito leves e, como esses aparelhos não possuem contrapeso, a cápsula (que comporta a agulha) fica mais pesada e pressiona a agulha sobre o vinil. O peso total do aparelho é importante porque influencia na vibração. Quanto mais leve, mais vibra e mais a agulha, que é sensível, sofre interferências.”

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