Ingredientes inusitados das cervejas


No reality show "Cervejantes", exibido às quintas-feiras no canal fechado +Globosat, os participantes escolhem incluir ou não um ingrediente secreto em suas criações. As sugestões são dadas pela produção do programa e valem até três pontos na competição, caso sua presença seja percebida por Leonardo Botto, mestre-cervejeiro e jurado.

Longe de ser uma prática rara, a adição de ingredientes além dos quatro básicos que fazem uma cerveja (água, lúpulo, malte e fermento) está difundida no mundo todo, com exceção da Alemanha, e chega a ser típica de algumas escolas. Listamos alguns dos elementos mais comuns nas bebidas dos quatro cantos para inspirar sua busca por novos sabores.

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Escola Belga

Desde os primórdios da produção de cerveja, os belgas incluem de tudo nas suas receitas. De acordo com a tradição do país, frutas, especiarias e até açúcar têm a função de produzir bebidas bastante alcóolicas e, ao mesmo tempo, muito leves. O exemplo mais comum disso é o estilo witbier, uma cerveja de trigo com adição de sementes de coentro e cascas de laranja, como a brasileira Schornstein Witbier (foto).
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Escola Britânica

Elementos que destacam as características dos maltes típicos, como café, chocolate e até leite são a presença típica. Nas chamadas milk stouts, também conhecidas como sweet ou cream stouts, a lactose acrescentada não é fermentada pela levedura, deixando um dulçor residual na bebida. É o caso da Mikkeller Milk Stout, que apesar de ser produzida por uma cervejaria norueguesa, emula o estilo inglês (foto).
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Escola Americana

Famosa por sua tendência extremista e criações radicais, a escola americana capricha na adição de elementos diferentes. Além do típico bacon e da clássica abóbora de halloween, ingredientes com um apelo de marketing se fazem presentes, como Viagra, maconha e até a barba do cervejeiro, como é o caso da Rogue Beard Beer, feita com os pelos faciais do mestre da casa (foto).
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Coisa de japonês

Ingredientes típicos japoneses como wasabi, dashi (caldo de peixe) e alga nori já fazem parte de cervejas por aí. Da própria ilha, rótulos com peixe e wasabi despertam surpresa, mas a gastronomia do sol nascente ainda ultrapassou as fronteiras nacionais e foi inspirar os escoceses da Williams Bros Brewing, que criaram a Kelpie Seaweed Ale, com algas (foto).
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Aqui no Brasil

Por aqui, a onda é valorizar os produtos típicos da terra, sejam frutas ou plantas e até madeiras. Criações com adição de jabuticaba, pequi, erva-mate, pinhão, açaí, cumaru, rapadura têm forte sotaque regional, o que evidencia um fortalecimento do mercado nacional. E há ainda as cervejarias movidas pela irreverência, como a Urbana e sua Chuchupa, uma american pale ale com chuchu (foto).

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