O livro tibetano das proporções


Hoje em dia está na moda flertar com religiões orientais. É um movimento lógico: estamos cada vez menos felizes com os moldes em que nossas vidas são forçadas a se encaixar aqui no ocidente. É necessário buscar uma alternativa, mas onde? Oras, naquele estranho distante e místico Oriente, de onde toda corrente de pensamento parece tão sábia em sua idade e tão libertadora em suas diferenças. Mas é claro que “Oriente” é um termo simplista que engloba, na verdade, tudo que não tem raízes lá na Europa.

Em sendo tudo que não é nosso, talvez o pequeno e pouco abrangente seja, justamente, o nosso pensamento ocidental. Enfim, divagações à parte, a busca pela forma perfeita é uma preocupação que sempre colocou arte e matemática lado a lado tanto aqui quanto do outro lado do mundo. E quem acha que isso só envolve proporção áurea e esculturas de Michelangelo, nunca viu a pesquisa tibetana das formas perfeitas.

Esse é o Livro Tibetano de Proporções, elaborado no século 18 e contendo medidas e ângulos padrão para a representação de diversas figuras do budismo e do hinduísmo.

Ah, aqui o link para o livro completo, que é domínio público!

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