Estudo global sobre música e comportamento




Uma cuidadosa pesquisa mundial foi realizada relacionando o comportamento dos ouvintes de música streaming e como as marcas podem atingir melhor esse público. A FANS.PASSIONS.BRANDS (da Havas Sports & Entertainment) foi realizada em maio de 2015 em 17 mercados: França, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Itália, Portugal, Polônia, Rússia, África do Sul e Estados Unidos (com foco específico sobre a comunidade hispânica), México, Brasil, Colômbia, Chile, Argentina, China e Bélgica.

Interessantes dados sobre o Brasil:

01. Brasileiros são muito conectados ao mundo da música, sendo o segundo país com o maior índice no quesito identificação (79%), atrás apenas da Colômbia.

02. Consideram a música como ferramenta de pertencimento a comunidades (55%).

03. Valorizam os diversos elementos culturais da música local (66%).

04. Ligam a música aos principais momentos da sua vida (83%), seja para celebrar (92%), para se animar (97%), acalmar-se (91%) ou desligar-se dos problemas (96%).

O estudo é feito a partir de lógicas de engajamento como: lógica do entretenimento, da imersão, conexão social, identificação, entre outras. A pesquisa envolveu cerca de 18.000 pessoas.

A Era Shuffle: a relação entre música e o comportamento dos ouvintes ao redor do mundo

Os resultados revelam uma tendência crescente na música que deve suas origens à revolução digital. Devido ao crescimento do número de maneiras em que se pode ouvir música graças ao ‘streaming’ e download online, e, portanto, acesso expandido à música em geral, a variedade de gêneros que as pessoas ouvem explodiu. Será? Daí o nascimento de uma nova era de ouvintes apaixonados que consomem diversos estilos de música: A “Era Shuffle”.

Estes fãs de música representam a maior parte da população: 56% das pessoas ouvem no mínimo dez gêneros musicais. Estes fãs estão ansiosos por descobrir novas músicas e novas experiências musicais, onde as marcas podem assumir o papel de facilitadoras.

O como e o porque de ser um fã de música?

Para que as marcas envolvam ouvintes de múltiplos gêneros, elas precisam entender o porque as pessoas ouvem música e o que ela lhes causa. A pesquisa analisou os fãs por meio de seus comportamentos, atitudes e percepções denominada “Lógicas do Envolvimento”, em oposição a outros estudos sobre fãs que encaram-os através de níveis de hierarquia (super-fã, fã casual, etc.).

O estudo aplicou oito “Lógicas de Envolvimento” aos fãs de música:

01. A Lógica do Entretenimento – desfrutar a experiência e atmosfera em geral:
Fãs que desfrutam o espetáculo de um concerto tanto quanto a música.

02. A Lógica da Imersão – o desejo de se perder na emoção da música:
Fãs que não pensam em nada além da música que estão ouvindo.

03. A Lógica da Conexão Social – o desejo de criar ou intensificar relacionamentos com outros fãs:
Fãs que se sentem conectados com uma comunidade por meio da música que amam.

04. A Lógica da Identificação – a forte a associação da música aos antecedentes pessoais:
Fãs que curtem a música que os conecta às suas origens culturais ou a uma determinada época e local em suas vidas.

05. A Lógica da Defesa – debater e promover suas opiniões sobre gosto musical e outros assuntos relacionados à música:
Fãs que defendem suas opiniões sobre música.

06. A Lógica da Participação – participação virtual ou real em atividades relacionadas à música:
Fãs que cresceram tocando música ou cantando, e que ainda podem fazê-lo.

07. A Lógica da Maestria – interesse em aprender e entender os detalhes por trás da música:
Fãs interessados na ciência/teoria por trás da música (como as cordas vocais funcionam …).

08. A Lógica da Exploração – desejo de descobrir novas canções, gêneros, espaços de eventos e etc:
Fãs que ouvem novos artistas em festivais de música.

Uma parte interessante para ficarmos de olho:

Os fãs de música mais engajados vivem sua paixão por meio de cinco lógicas principais: Imersão, Maestria, Defesa, Participação e Exploração. Estes fãs ativos têm consciência dos patrocínios das marcas e são mais levados a comprar os produtos e serviços dos patrocinadores do que a média das pessoas, e até mesmo de recomendar marcas que estão envolvidas em sua paixão. Uma maioria (55%) concorda com as parcerias de marcas com a música, tais como o patrocínio de festivais ou endossos de artistas.

Se olharmos além dos fãs de música mais ávidos, cada lógica de envolvimento representa uma forma de se conectar, e uma oportunidade de atingir os fãs da música. As marcas devem tentar se tornar os catalizadores do envolvimento de uma ou mais lógicas que na época alimentam as condições corretas. Algumas fazem muito bem.

Uma marca pode facilitar a Conexão Social e Exploração ao mesmo tempo ao desenvolver uma plataforma musical online, ou participar de uma, para oferecer novo conteúdo musical. As possibilidades são multiplicadas por meio deste novo método que abre portas para as marcas patrocinadoras, ou àqueles que buscam se comunicar através da música.

“A música é uma ferramenta poderosa para qualquer marca que deseja engajar pessoas, principalmente aqui no Brasil. Para nós, agências e clientes, que temos a missão de conectar marcas a pessoas por meio de uma paixão comum, esta pesquisa tem uma importância crucial. Ela vai nos permitir conhecer mais a relação dos fãs com a música e encontrar uma lógica de engajamento para algo que antes não podia ser analisado ou mensurado de forma efetiva, com parâmetros locais e globais”, diz Bruno Baracho, managing director Havas Sports & Entertainment Brasil.

Segue o grande, e interessante, estudo:


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